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Venda de
carro usado
por um preço
justo está
difícil!
publicado em
21/01/2009
Todo mundo
sabe que
quando um
carro sai da
loja, já
começa a
desvalorizar.
Mas com a
crise,
a
desvalorização
está
beirando o
absurdo
neste mês de
janeiro.
Lojas não
querem carro
usado
Neste
início de
ano a
mudança do
mercado de
usados
começa a se
cristalizar.
Muita gente
desistiu de
vender o seu
carro porque
não concorda
com os
valores que
são
oferecidos.
O lojista
joga o preço
lá em baixo
porque não
tem capital
de giro para
deixar o
produto
parado na
loja.
Comercializar
carro usado
hoje é um
grande
risco,
ninguém sabe
quando vai
girar o
estoque.
Essa
situação
paralisa
também o
mercado de
novos, já
que o
comprador de
novo é
aquele que
acabou de
vender o seu
usado.
E pra
completar, o
IPVA está
sendo pago
com o preço
de setembro,
quando o
mercado
estava em
alta, antes
da crise.
Um Ford
Focus de R$
47 mil por
R$ 27 mil
Fábio
Nascimento,
supervisor
de
treinamento,
ficou
indignado
com a oferta
feita em seu
Focus
2007/2008,
que pagou R$
47 mil em
outubro
último. Como
paga uma
prestação de
R$ 1.100,00,
resolveu
trocar o seu
carro por um
mais barato,
assim
diminuiria a
mensalidade.
Desistiu.
Ofereceram
R$ 27 mil no
seu carro.
Ele diz:
Não vou mais
vender o
carro.
Prefiro
continuar
com a
prestação
alta, mas
não perder
este
dinheiro.
Lojas
compram seu
carro
barato, mas
vendem caro
O pior é
que o preço
do carro
usado, hoje,
tem dois
parâmetros:
um para quem
vai vender,
outro para
quem vai
comprar. Na
hora de
vender o
preço está
lá em baixo,
em alguns
casos a
oferta é de
50% da
cotação no
mercado. Mas
se você
quiser
comprar
então sim,
neste caso,
ele custa
quase o
preço da
tabela.
Lojistas
querem
passar
desvalorização
para
consumidor
O
presidente
da Fenabrave
- Federação
Nacional da
Distribuição
de Veículos,
Sérgio Reze,
tem uma
explicação
para esta
disparidade.
Segundo ele
ainda tem
muito carro
no estoque
que foi pago
um valor
acima do que
se está
praticando
agora.
Muitos
lojistas
estão
realizando
prejuízo e
por isso
precisam
pagar um
valor mais
baixo para
fazer uma
média na
hora da
venda. Isso
está
acontecendo
com todo
mundo. Se
não fizer
isso, o
prejuízo é
muito
grande.
Reze admite
que esta
situação
está
causando
problemas
nas
concessionárias
quando o
comprador
quer dar o
seu carro
como parte
de
pagamento.
Ele conta:
tivemos
casos de
pessoas
desacatar os
funcionários,
mostrando a
tabela da
FIPE. Parece
que o
comerciante
está
querendo
aproveitar
da situação,
mas não é
verdade. O
carro usado
é o único
que tem seu
preço
definido
pelo
mercado. Não
se pode
fugir disto.
Carro
usado é o
gargalo do
mercado
Jackson
Schneider,
presidente
da Anfavea -
Associação
Nacional dos
Fabricantes
de Veículos
Automotivos
confirma que
o grande
gargalo do
mercado
atualmente é
o carro
usado.
Estamos
discutindo o
problema,
mas sabemos
que não será
fácil
encontrar
uma solução.
Sem a
movimentação
do carro
usado, as
vendas de
novos caem.
André Caires,
tem emprego
fixo numa
ótica e
sempre troca
de carro
alegando que
não pode
deixar o
carro ficar
muito velho,
senão a
diferença de
preço para
um mais novo
fica muito
grande e aí
não dá para
trocar.
Em tempos
normais este
raciocínio
pode ser
correto, mas
hoje a
situação é
bem
diferente.
Ele tem um
Gol 2002 e
resolveu
comprar um
novo. Foi
até a loja e
o melhor
preço que
lhe
ofereceram
foi R$ 18
mil. Por
menos de R$
22,5 mil ele
diz que não
entrega.
Resumo da
ópera: ele
vai
continuar
com o seu
carro até
que as
coisas
entrem nos
eixos e os
juros fiquem
menores.
Momento
para quem
tem dinheiro
à vista
Lojistas
dizem que
este é o
momento para
comprar
carro, se a
pessoa tiver
dinheiro na
mão. A dica
é pechinchar
ao máximo.
Outra dica é
fazer a
troca de
usado com um
outro usado,
pois as duas
partes estão
numa mesma
situação.
O médico
Fernando
Nascimento
tem um Focus
2.0 modelo
2007. Pagou
R$ 50 mil e
está
surpreso com
o que ouviu
de um
vendedor da
concessionária
na hora de
trocar de
carro.
Ofereceram
R$ 28 mil no
meu carro,
diz,
revoltado.
Como muitos
outros,
Fernando
desistiu da
troca.
Passará 2009
com o seu
carro, que
pela tabela
da FIPE vale
R$ 40 mil.
Ele lembra
que é
prejuízo
vender
agora.
Dirigentes
do setor
lembram que
a situação
começa a
entrar na
normalidade
com as
bolsas de
valores e o
dólar dando
sinais de
que ficará
fixo num
patamar
aceitável. A
venda de
carros novos
começa a
atingir
níveis de
tempo de
normalidade
e os
financiamentos
começam a
ser
aprovados em
maior
número. Isto
significa
que não é
preciso se
desesperar.
Fonte:
AutoInforme |