|
Tudo
sobre
conversão
para Gás
Natural
Veicular
publicado em 02/08/2006
O Gás
Natural
Veicular
(GNV) se
consolidou
como
combustível
eficiente
conquistando
a cada dia
mais
consumidores.
Confira o
guia que a
Mecânica
Online,
site
parceiro do
Motor Clube
elaborou
para você:
Gás
Natural
- Um
combustível
gasoso
encontrado
no subsolo
ou associado
ao petróleo.
Formado por
uma mistura
de
hidrocarbonetos
leves, é
mais
"limpo",
econômico,
eficiente e
seguro do
que outros
tipos de
energéticos.
Pode ser
utilizado
nas
indústrias,
residências,
estabelecimentos
comerciais e
de serviços,
servindo
também como
matéria-prima
para as
indústrias
químicas,
siderúrgicas
e de
fertilizantes.
São muitas
as vantagens
da
utilização
do GNV (Gás
Natural
Veicular),
tanto
ecológicas
quanto
financeiras.
Enquanto as
grandes
cidades
sofrem com
altos
índices de
poluição
atmosférica,
emitida por
veículos
movidos a
gasolina e
diesel, a
emissão de
poluentes na
combustão do
GNV é
praticamente
nula. A
economia
para o
proprietário
do veículo
convertido
fica entre
30% e 40% a
cada
abastecimento.
Além disso,
testes
realizados
no
dinamômetro
instalado na
Oficina-Escola
Convertedora
do CTGÁS,
certificada
pelo
INMETRO,
constataram
um redução
mínima no
desempenho
do veículo,
sem haver
nenhuma
alteração no
patamar
tecnológico
original do
mesmo.

Menos
poluente
A queima
do gás
natural é
muito mais
completa do
que a queima
da gasolina,
do álcool e
do diesel.
Por isso, os
veículos
movidos a
gás natural
emitem menos
poluentes.
Economia sem
igual -
Usando o gás
natural,
além de
economizar
em
combustível,
você
economiza na
manutenção
do veículo.
Veja as
vantagens:
- Mais
barato que
os outros
combustíveis;
-
Proporciona
maior
rendimento;
- Com um
metro cúbico
é possível
rodar mais
quilômetros
do que com
um litro de
gasolina ou
álcool (1m3
de gás
equivale a 1
litro de
gasolina ou
álcool,
aproximadamente);
- É um
combustível
seco e por
isso não
dilui o óleo
lubrificante
no motor do
veículo;
- Sua queima
não provoca
depósito de
carbono nas
partes
internas do
motor,
aumentando
sua vida
útil e o
intervalo
entre trocas
de óleo;
- Economia
total de
mais de 70%
nos gastos
com o
veículo;
- Menor
freqüência
na troca do
escapamento
do veículo,
pois a
queima do
gás natural
não provoca
a formação
de compostos
de enxofre,
diminuindo a
corrosão.
Economia
Comprovada
Um
exemplo
prático da
economia
proporcionada
pelo gás
natural: Um
Santana que
roda em
média 200 Km
por dia e
que faz 9 Km
por litro de
gasolina:
| |
Consumo
diário |
Consumo
mensal |
Preço
médio |
Gasto total
no mês |
|
Gasolina |
22,22 litros |
555,55 litros |
R$ 2,20/litros |
2,20 x 555,55 = R$ 1.222,21 |
|
Gás Natural |
15,38 m3 |
384,50 m3 |
R$ 1,11/m3 |
1,11 x 384,50= R$ 426,79 |
|
Economia mensal= R$ 795,42, por veículo (65%) |
|
|
|
Economia
mensal= R$
795,42, por
veículo
(65%) - Mês
de
referência:
Março/2003.
Mês de 25
dias.
Combustível
seguro
O gás
natural é
muito mais
seguro do
que os
demais
combustíveis.
Sendo mais
leve que o
ar, em caso
de
vazamentos,
o gás se
dissipa
rapidamente
na
atmosfera,
diminuindo o
risco de
explosões e
incêndios.
Além disso,
para que o
gás natural
se inflame,
é preciso
que seja
submetido a
uma
temperatura
superior a
620 graus
centígrados.
O álcool se
inflama a
200° C.
O
abastecimento
do veículo é
feito sem
que o
produto
entre em
contato com
o ar,
evitando-se
assim
qualquer
possibilidade
de
combustão.
Os cilindros
e demais
componentes
do kit de
conversão
carregados
no veículo
são
projetados
para
suportar a
alta pressão
em que o gás
é
armazenado.
Como
converter os
veículos
Os
veículos
projetados
para rodar
com gasolina
ou álcool
recebem um
kit especial
que os torna
bicombustível,
ou seja, os
carros podem
rodar com
gás natural
(gás metano
veicular) ou
com o
combustível
original
acionando um
simples
botão
instalado no
painel do
veículo
(chave
comutadora).
O kit
consiste em
diversos
equipamentos,
incluindo um
ou mais
cilindros de
gás.
Somente
oficinas
credenciadas
pelo INMETRO
podem fazer
a instalação
do kit de
conversão.
Estas
oficinas
fornecem o
Certificado
de
Homologação
de Montagem
do kit,
atestando
que todas as
normas
técnicas
estabelecidas
pela ABNT
foram
cumpridas e
que o
veículo pode
ser
legalizado
junto ao
departamento
de trânsito
local.
Componentes
básicos do
sistema de
GNV:
1)
Cilindro
Deverá
ser fixado
na posição
transversal
ao veículo,
cujas cintas
de fixação
abraçam
totalmente o
cilindro. Os
parafusos
que fixam o
cilindro
através das
cintas são
especificados
por norma
técnica.
2)
Válvula do
cilindro
A
operacionalidade
da válvula
se dá
através de
outras
válvulas
contidas em
seu corpo,
como a
válvula de
excesso de
fluxo, a
válvula de
alívio e a
válvula de
corte
rápido.
3)
Invólucro
estanque
Responsável
pelo
direcionamento
do gás para
fora do
habitáculo
de
passageiros
do veículo
em caso de
vazamentos.
4) Linha
de alta
pressão de
GNV
Devem
ser bem
fixadas, com
distâncias
que não
devem
exceder 500
mm. Sua
ancoragem
deve ser
feita
através de
abraçadeiras
ou fixadores,
com largura
mínima de 4
mm,
revestidos
internamente
com
elastômero,
quando
metálicas,
ou quando a
linha não
estiver
revestida
externamente
com
elastômero.
Nos pontos
onde o tubo
passa
através de
furos na
carroçaria
ou chassi do
veículo
rodoviário
automotor,
devem estar
instalados
passadores
que impeçam
o contato
metal com
metal. Devem
ter
dispositivos
de
flexibilidade
(helicóide)
nos pontos
de conexões
do tubo com
a válvula de
abastecimento
e válvula de
cilindro,
para evitar
danos
causados por
vibrações,
dilatações,
contrações
ou trabalhos
da estrutura
do veículo.
5)
Redutor de
pressão
Elemento
responsável
pela
depressão do
GNV até a
pressão de
utilização.
Deve atender
as
necessidades
de vazão em
função das
exigências
do motor.
Para isso,
deve sua
especificação
deve levar
em conta o
tipo de
motorização.
Ser provido
de
aquecimento
e de
dispositivo
de partida a
frio. Deve
ser bem
fixado em
local
adequado.
6)
Válvula de
abastecimento
Componente
destinado ao
suprimento
de gás do
veículo pode
ter um
dispositivo
de corte,
com a
indicação
aberta/fechada.
Deve ser
constituída
de um engate
rápido, e de
dispositivos
de alívio e
retenção.
Ser
rigidamente
fixada ao
veículo, em
local
apropriado,
dentro do
compartimento
do motor,
protegido e
ventilado a
pelo menos
300 mm do
ponto de
aterramento
e dos pólos
da bateria,
com fácil
acesso, e
com
identificação
do tipo de
gás e da
pressão
máxima de
carga.
7) Linha
de baixa
pressão
Deve ser
de
mangueiras
de borracha
flexível ou
material
similar e
devidamente
comprovada a
sua
compatibilidade
com o gás
natural,
considerando
ainda
pressão e
temperatura
de serviço.
Deve estar
rigidamente
fixada aos
elementos a
que é
conectada,
não
dispensando
o uso de
abraçadeiras.
Deve estar
em local de
fácil
acesso,
permitindo o
fácil
manuseio e
visualização,
evitando
encurvamentos
intensos que
provoquem
contrações e
contatos com
superfícies
cortantes,
pontiagudas
ou de
temperatura
elevada,
assim como
com agentes
externos.
8)
Mesclador
Detalhes
construtivos
não levados
em
consideração
podem
interferir
significativamente
no efeito
desejado
para a
mistura
ar-gás, não
atendendo
aos
requisitos
de
funcionalidade
desejados.O
mesclador é
o componente
destinado a
promover a
homogeneidade
da mistura
ar e GNV e,
portanto,
deve ser
dimensionado
com perfil
que leve em
consideração
vários
parâmetros,
entre eles,
a forma do
escoamento,
a velocidade
e a pressão
do gás ao
longo desse
perfil, as
coordenadas
e qualidade
da
superfície
da parede, a
razão
estequiométrica
do GNV, as
densidades
do GNV e do
ar, entre
outros, para
que se tenha
uma variação
de pressão
corretamente
determinada
e
distribuída
ao longo do
comprimento
do mesclador.
O venturi
tem função
importantíssima
e deve
apresentar
ângulos de
entrada e de
saída com
valores que
atenda às
exigências
do motor em
qualquer
situação e a
área total
da garganta
do mesclador
deve ser
suficiente
para
permitir a
passagem do
gás
maximizando
a sucção
deste e
limitando ao
mínimo as
perdas de
carga do ar
na admissão
e o consumo
inadequado
de
combustível
sem causar
perdas de
potência no
veículo.
9)
Suporte de
cilindro
Todas as
fixações da
montagem
submetidas
às
solicitações
de esforços
em caso de
aceleração
deverão ser
feitas
através de
parafusos
com
especificações
normalizadas,
evitando a
soldagem,
pois este
processo
fragiliza e
descaracteriza
a
resistência
do material
especificado
ou ensaiado.
O seu uso só
deverá ser
aconselhado
mediante
apresentação
de ensaios
confiáveis
onde os
resultados
atestem
resistências
compatíveis
em cada
ponto.
10) Ponto
de
aterramento
Deve ser
determinado
com
instrumentos
e ter
localização
visível, de
fácil acesso
e
devidamente
identificado,
para conexão
do cabo de
aterramento,
com o fim de
descarregar
a
eletricidade
estática
contida no
veículo no
ato do
abastecimento.
11) Chave
comutadora
A
localização
deverá ser
de melhor
acesso. Deve
ser acionada
do
habitáculo
do veículo,
em posição
de fácil
acesso, com
uma
indicação de
funcionamento
do motor no
gás.
Instalação.
12)
Mesclador
(misturador
- Foto)
Como
elemento
responsável
pelo
controle da
quantidade
de gás e
admissão de
ar pelo
motor,
estabelecendo
a relação
ar/combustível
mais próxima
do ideal,
torna-se
indispensável
a sua
existência
com as
dimensões
nas
características
adequadas às
exigências
específicas
do veículo.
13)
Emulador de
bicos
injetores
É
necessário
por ser
responsável
pela
manutenção
da regulagem
do motor,
mesmo após a
troca do
combustível.
Durante o
funcionamento
a GNV, o
emulador
bloqueia e
simula os
eletroinjetores
de gasolina
evitando um
possível mau
funcionamento
devido à
memorização
de erros na
unidade de
comando,
evitando que
a luz de
anomalia do
sistema de
injeção
eletrônica
acenda.
14)
Emulador de
sonda lambda
Elemento
de
fundamental
importância
por ter a
função de
evitar que a
central de
injeção
detecte
alguma
irregularidade
no circuito
do sensor de
oxigênio, o
que levaria
esta a atuar
em regime de
emergência,
acumulando
erros
gerados por
conflitos na
central de
injeção
eletrônica
quando no
uso do
combustível
GNV, o que
poderá,
resultar em
perdas de
potência e
falhamentos.
15)
Variador de
avanço
Este tem
a função de
adequar o
ponto de
ignição em
função da
rotação e
compensando
as perdas
decorrentes
da diferença
de
velocidade
de
propagação
de chama
entre o
combustível
líquido e o
gasoso,
evitando
contra-explosão
que podem
danificar
componentes
como
coletores e
filtros de
ar e
evitando a
perda de
potência,
elevado
consumo e
poluição
ambiental.
As marcas
variadas dos
componentes
eletrônicos
devem ser
evitadas,
pois poderão
causar
conflitos
gerados por
incompatibilidades
entre elas e
o sistema de
gerenciamento
eletrônico
do veículo,
já que as
características
técnicas
construtivas
de cada uma
apresentam
peculiaridades.
A
coexistência
das marcas
só deverá
ocorrer
mediante a
existência
de estudos
que
comprovem a
compatibilidade
entre as
mesmas e com
o referido
gerenciamento
eletrônico.
Entendendo
melhor:
|
NO
MOTOR
|
|
|
Regulador
de
Pressão
- Sua
função é
a de
regular
a
pressão
para
alimentação
de gás
combustível
ao
motor.
Esse
regulador
dispõe
de
múltiplos
estágios
de
regulação
de
pressão,
através
dos
quais a
pressão
do gás
no
cilindro,
que
varia
conforme
o
consumo,
é
regulada
para uma
pressão
estável
e única
para
funcionamento
do
motor.
|
|
|
Válvula
de
Abastecimento
-
Multi-válvula
com
dispositivo
de
abastecimento,
fechamento
rápido e
retenção
do gás
armazenado
nos
cilindros.
É
através
dela que
o
veiculo
é
abastecido. |
|
|
Manômetro
- É um
indicador
de
pressão,
instalado
entre a
válvula
de
abastecimento
e o
regulador
de
pressão,
com a
finalidade
de medir
e
indicar
continuamente
a
pressão
do gás
natural
veicular
contido
no
cilindro.
Como o
volume
de gás
contido
no
cilindro
guarda
uma
relação
com a
pressão,
o
manômetro
envia à
chave
comutadora,
instalada
no
painel
do
veículo,
um sinal
elétrico
indicativo
de
quantidade
disponível
de gás
combustível. |
|
|
Misturador
-
Controla
a
quantidade
de gás
para
dentro
do
motor,
estabelecendo
relação
ar/combustível
mais
próxima
da
ideal,
podendo
ser, de
acordo
com seu
projeto,
de
concepção
simples
(misturador)
ou
envolvendo
eletrônica
embarcada
(injeção
direta). |
|
|
Motor de
Passo -
É
chamado
também
de
atuador
de
linha.
Tem a
função
de
tornar a
mistura
ar/combustível
mais
rica ou
mais
pobre, a
partir
de um
sinal
recebido
da
central
eletrônica
ou do
simulador
de sonda
lambda.
É uma
peça
essencial
para
melhorar
o
desempenho
do motor
e
reduzir
o
consumo
excessivo
e a
poluição
ambiental. |
|
|
Módulo
eletrônico
- O
propósito
principal
desse
componente
é a
correção
automática
da
relação
ar/combustível
do
motor,
controlando
os
atuadores
e
sensores,
enriquecendo
ou
empobrecendo
a
mistura. |
|
NO
BAGAGEIRO
|
|
|
Cilindro
de GNV
com
cinta -
Armazena
o gás
natural
comprimido
sendo
fabricado
a partir
de tubos
de aço
sem
costura,
ou por
embutimento
em chapa
plana.
São
utilizados
materiais
como
molibidênio
e são
confeccionados
para uma
pressão
de
trabalho
de
200kgf/cm2
a
250kgf/cm2.
|
|
|
Válvula
do
cilindro
-
Instalada
na
cabeça
do
reservatório,
dotada
de
dispositivos
de
segurança
para
excesso
de
pressão
e para
fechamento
rápido.
|
|
NO
PAINEL
|
|
|
Chave
Comudatora
e
Indicador
de nível
Comanda
eletricamente
o
eletro-válvulas
de
combustível
(gás/líquido),
controlando
a
passagem
de um
combustível
para
outro de
dentro
do
veículo.
O
indicador
de nível
informa
a
quantidade
de gás
no
cilindro |
Desempenho
dos veículos
convertidos
Como
substituto
da gasolina
e do álcool
hidratado, o
GNV tem
todas as
propriedades
físicas e
químicas de
que um
veículo
necessita
para bom
desempenho.
O uso de GNV
proporciona
a potência
necessária e
o desempenho
regular do
motor, tanto
em marcha
lenta
(baixas
rotações e
sem carga)
como em
situação de
altas
solicitações
de potência
(altas
rotações com
carga) ou
torque
(baixas
rotações e
muita
carga),
sendo capaz,
se bem
regulado, de
inibir de
forma eficaz
o problema
de detonação
sem a adição
de
substâncias
poluentes ao
combustível.
Um motor
especialmente
projetado ou
adequadamente
adaptado
para o uso
de GNV opera
normalmente
com altas
taxas de
compressão
(da ordem de
14/1 a
16/1),
permitidas
em função do
elevado
poder
anti-detonante
inerente ao
GNV, e
portanto
apresenta
uma
eficiência
térmica
superior se
comparado a
motores a
gasolina ou
álcool
hidratado.
Devido à
necessidade
de conciliar
a operação
da forma
"bicombustível",
em função de
uma rede de
abastecimento
ainda
limitada, os
veículos
convertidos
devem manter
as taxas de
compressão
originais de
seus motores
a gasolina
(8/1) ou
álcool
hidratado
(12/1), o
que pode
acarretar
uma
sub-utilização
das
características
originais do
GNV e uma
aparente
perda de
potência.
Para
saber mais l
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http://www.gnvnews.com.br
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