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Tecnologia: os 5 sentidos na construção do automóvel!
publicado em 13/10/2007

 
2001 / 2001 Citroen Xsara Picasso GLX 2.0 16V Prata 4P Gasol... PEUGEOT 306 1.8 PASSION SEDAN 16V GASOLINA 4P MANUAL - Azul ... CHEVROLET KADETT 1.8 EFI GL 8V GASOLINA 2P MANUAL - Cinza - ... 1996 / 1997 Chevrolet Vectra CD 2.0 SFi 16V Vinho 4P Gasolin... 2001 / 2002 Mitsubishi Pajero Full GLS 4x4 2.8 Prata 4P Dies... 1999 / 1999 Ford Ranger XLT 4x4 2.5 Turbo ( cab. dupla ) Pra...
 
Preços de Equipamentos Eletrônicos

Elementos como segurança, conforto e alto desempenho são extremamente desejáveis para conquistar o consumidor na indústria automobilística moderna. Empresas do setor como a Renault descobriram que também é preciso satisfazer necessidades que os pioneiros da indústria sequer imaginavam.

Este é o caso da percepção sensorial do consumidor. Por isso, a Renault criou uma unidade no Departamento de Engenharia de Materiais especializada em determinar quais as qualidades que mais agradam ao tato, olfato, audição e visão de seus clientes.

Apelo sensorial
Todos nós, conscientemente ou não, avaliamos um automóvel através de nossos sentidos. Por isso, para atrair os consumidores o veículo precisa também ‘apelar’ diretamente aos sentidos dos futuros compradores. Ele deve atrair pelo visual, produzir sons e odores agradáveis e oferecer sensações de prazer quando o cliente tocar seu acabamento, maçaneta ou painel.

Uma pesquisa complexa
O ponto de partida para esta investigação dos sentidos é a identificação das expectativas do consumidor. Trata-se de um exercício complexo devido à quantidade de peças envolvidas – não apenas a carroceria e as maçanetas, mas cada componente e material usado na cabine, como têxteis, plásticos, alavancas de controle, volante de direção, etc. Essa complexidade se justifica pelo fato de que cada peça ou material envolve pelo menos dois ou três sentidos (por exemplo, tato, visão e olfato no caso do painel). E, para complicar um pouco mais, é preciso levar-se em conta que a percepção sensorial é algo extremamente subjetivo, variando de indivíduo para indivíduo.

A introdução dos sentidos na base de dados que orientará o trabalho da engenharia de veículos torna a forma subjetiva de informação algo mais objetivo. Para conseguir isso, a Renault criou seu próprio método de medição sensorial, ao redor de dois eixos: o do prazer, que objetiva determinar as preferências do consumidor, e um eixo descritivo, cuja meta é interpretar estas preferências.

Os testes
Para garantir sigilo, os clientes entrevistados são recrutados entre os funcionários da própria Renault. Tais estudos exigem uma metodologia extremamente rigorosa. Cada ‘cliente’ dá notas para grupos de 10 a 20 amostras de acabamentos de material têxtil ou plástico e variações de pintura. Algumas vezes, na primeira rodada de notas a pessoa é vendada de forma que o tato não seja influenciado pelo aspecto visual da peça. Depois, a operação é repetida com contato visual, a fim de se estudar a interação entre visão e tato.

A entrevista pode também ser mais objetiva – assim como dizer se “gosta” ou “não gosta” de uma pintura ou um volante de direção, pede-se ao cliente para dar nota para o brilho do primeiro ou a empunhadura do segundo. Na conclusão do estudo, as opiniões de todos os consumidores são analisadas e indicarão quais itens apresentados correspondem mais às suas expectativas.

Especialistas em análises sensoriais
O próximo passo é definir objetivamente quais são estas expectativas. É a vez de outros profissionais de testes – os especialistas em análises sensoriais. A Renault conta com cerca de 10 deles para casa sentido. A função destes profissionais é caracterizar as avaliações sensoriais dos ‘consumidores ingênuos’ sob pontos de vista científico. Como exemplo, eles dirão que um painel é ‘flexível’ até um grau de 80%, ou que seu odor tem nota 2,5 (em um máximo de 5) para cítrico, 0s5 para alifáticos (referente a substâncias oleosas) e 3,5 para alcatrão...

Nem todos os consumidores sabem analisar odores de forma tão precisa. Isso porque estes especialistas são treinados por longos períodos e são dirigidos pela equipe de análise sensorial. Acima de tudo, todos utilizam uma base de referência para orientá-los – uma espécie de alfabeto sensorial que permite a descrição de todas as nuances possíveis de um objeto usando uma escala de notação padrão. É o caso do senso olfativo, para o qual a Renault utiliza o Odour Field (Zona Olfativa), ferramenta desenvolvida pela indústria de alimentos.

Outras escalas tiveram de ser desenvolvidas partindo-se do zero. O laboratório de análises sensoriais da Renault criou e patenteou uma base de referência tátil, o Sensotact®, que inclui 50 referências e que agora é vendido para fabricantes de outros setores.

Na fábrica
Para validar peças-protótipo e verificar suas características sensoriais durante o processo de produção, são utilizados instrumentos de medição. Esse instrumental deve ser capaz de refletir o que o consumidor sente. Alguns tipos de equipamento já existem e são comprados, outros exigem modificações e calibragens especiais, e há outros instrumentos que não existiam e que a Renault acabou inventando. Foi o caso do thermal finger (ou dedo térmico, literalmente), que mede a percepção térmica de uma peça. Ele é um dos oito dispositivos utilizados para avaliar o tato que a Renault teve que criar.

Evolução das preferências
Analisando uma peça por vez, o grupo está construindo uma base de conhecimento das preferências sensoriais do consumidor, que será possível ser reutilizada de um modelo para o outro. Claro que cada consumidor é diferente e que as preferências podem mudar ao longo dos anos. A introdução de novos materiais nos objetos de uso diário e a evolução dos veículos dos competidores torna necessário atualizar constantemente estes ‘mapas de preferência’.

Em uma era na qual projetar automóveis envolve cada vez mais tecnologia avançada, as pessoas ocupam um papel ainda mais central em todo o processo da indústria.


Fonte: Renault, adaptado por Gisele Galvão da Equipe MotorClube.

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Comentários
 1º 
Data: 12/01/2008 12:28

Tomara que o carro chegue no Brasil logo, mas num preço bom, se não adianta nada para a classe média. Obrigado. 

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