Tecnologia:
os 5
sentidos na
construção
do automóvel!
publicado em
13/10/2007
Preços de Equipamentos Eletrônicos
Elementos
como
segurança,
conforto e
alto
desempenho
são
extremamente
desejáveis
para
conquistar o
consumidor
na indústria
automobilística
moderna.
Empresas do
setor como a
Renault
descobriram
que também é
preciso
satisfazer
necessidades
que os
pioneiros da
indústria
sequer
imaginavam.
Este é o
caso da
percepção
sensorial do
consumidor.
Por isso, a
Renault
criou uma
unidade no
Departamento
de
Engenharia
de Materiais
especializada
em
determinar
quais as
qualidades
que mais
agradam ao
tato,
olfato,
audição e
visão de
seus
clientes.
Apelo
sensorial
Todos nós,
conscientemente
ou não,
avaliamos um
automóvel
através de
nossos
sentidos.
Por isso,
para atrair
os
consumidores
o veículo
precisa
também
‘apelar’
diretamente
aos sentidos
dos futuros
compradores.
Ele deve
atrair pelo
visual,
produzir
sons e
odores
agradáveis e
oferecer
sensações de
prazer
quando o
cliente
tocar seu
acabamento,
maçaneta ou
painel.
Uma pesquisa
complexa
O ponto de
partida para
esta
investigação
dos sentidos
é a
identificação
das
expectativas
do
consumidor.
Trata-se de
um exercício
complexo
devido à
quantidade
de peças
envolvidas –
não apenas a
carroceria e
as
maçanetas,
mas cada
componente e
material
usado na
cabine, como
têxteis,
plásticos,
alavancas de
controle,
volante de
direção,
etc. Essa
complexidade
se justifica
pelo fato de
que cada
peça ou
material
envolve pelo
menos dois
ou três
sentidos
(por
exemplo,
tato, visão
e olfato no
caso do
painel). E,
para
complicar um
pouco mais,
é preciso
levar-se em
conta que a
percepção
sensorial é
algo
extremamente
subjetivo,
variando de
indivíduo
para
indivíduo.
A introdução
dos sentidos
na base de
dados que
orientará o
trabalho da
engenharia
de veículos
torna a
forma
subjetiva de
informação
algo mais
objetivo.
Para
conseguir
isso, a
Renault
criou seu
próprio
método de
medição
sensorial,
ao redor de
dois eixos:
o do prazer,
que objetiva
determinar
as
preferências
do
consumidor,
e um eixo
descritivo,
cuja meta é
interpretar
estas
preferências.
Os testes
Para
garantir
sigilo, os
clientes
entrevistados
são
recrutados
entre os
funcionários
da própria
Renault.
Tais estudos
exigem uma
metodologia
extremamente
rigorosa.
Cada
‘cliente’ dá
notas para
grupos de 10
a 20
amostras de
acabamentos
de material
têxtil ou
plástico e
variações de
pintura.
Algumas
vezes, na
primeira
rodada de
notas a
pessoa é
vendada de
forma que o
tato não
seja
influenciado
pelo aspecto
visual da
peça.
Depois, a
operação é
repetida com
contato
visual, a
fim de se
estudar a
interação
entre visão
e tato.
A entrevista
pode também
ser mais
objetiva –
assim como
dizer se
“gosta” ou
“não gosta”
de uma
pintura ou
um volante
de direção,
pede-se ao
cliente para
dar nota
para o
brilho do
primeiro ou
a
empunhadura
do segundo.
Na conclusão
do estudo,
as opiniões
de todos os
consumidores
são
analisadas e
indicarão
quais itens
apresentados
correspondem
mais às suas
expectativas.
Especialistas
em análises
sensoriais
O
próximo
passo é
definir
objetivamente
quais são
estas
expectativas.
É a vez de
outros
profissionais
de testes –
os
especialistas
em análises
sensoriais.
A Renault
conta com
cerca de 10
deles para
casa
sentido. A
função
destes
profissionais
é
caracterizar
as
avaliações
sensoriais
dos
‘consumidores
ingênuos’
sob pontos
de vista
científico.
Como
exemplo,
eles dirão
que um
painel é
‘flexível’
até um grau
de 80%, ou
que seu odor
tem nota 2,5
(em um
máximo de 5)
para
cítrico, 0s5
para
alifáticos
(referente a
substâncias
oleosas) e
3,5 para
alcatrão...
Nem todos os
consumidores
sabem
analisar
odores de
forma tão
precisa.
Isso porque
estes
especialistas
são
treinados
por longos
períodos e
são
dirigidos
pela equipe
de análise
sensorial.
Acima de
tudo, todos
utilizam uma
base de
referência
para
orientá-los
– uma
espécie de
alfabeto
sensorial
que permite
a descrição
de todas as
nuances
possíveis de
um objeto
usando uma
escala de
notação
padrão. É o
caso do
senso
olfativo,
para o qual
a Renault
utiliza o
Odour Field
(Zona
Olfativa),
ferramenta
desenvolvida
pela
indústria de
alimentos.
Outras
escalas
tiveram de
ser
desenvolvidas
partindo-se
do zero. O
laboratório
de análises
sensoriais
da Renault
criou e
patenteou
uma base de
referência
tátil, o
Sensotact®,
que inclui
50
referências
e que agora
é vendido
para
fabricantes
de outros
setores.
Na
fábrica
Para
validar
peças-protótipo
e verificar
suas
características
sensoriais
durante o
processo de
produção,
são
utilizados
instrumentos
de medição.
Esse
instrumental
deve ser
capaz de
refletir o
que o
consumidor
sente.
Alguns tipos
de
equipamento
já existem e
são
comprados,
outros
exigem
modificações
e
calibragens
especiais, e
há outros
instrumentos
que não
existiam e
que a
Renault
acabou
inventando.
Foi o caso
do thermal
finger (ou
dedo
térmico,
literalmente),
que mede a
percepção
térmica de
uma peça.
Ele é um dos
oito
dispositivos
utilizados
para avaliar
o tato que a
Renault teve
que criar.
Evolução
das
preferências
Analisando
uma peça por
vez, o grupo
está
construindo
uma base de
conhecimento
das
preferências
sensoriais
do
consumidor,
que será
possível ser
reutilizada
de um modelo
para o
outro. Claro
que cada
consumidor é
diferente e
que as
preferências
podem mudar
ao longo dos
anos. A
introdução
de novos
materiais
nos objetos
de uso
diário e a
evolução dos
veículos dos
competidores
torna
necessário
atualizar
constantemente
estes ‘mapas
de
preferência’.
Em uma era
na qual
projetar
automóveis
envolve cada
vez mais
tecnologia
avançada, as
pessoas
ocupam um
papel ainda
mais central
em todo o
processo da
indústria.
Fonte:
Renault,
adaptado por
Gisele
Galvão da
Equipe
MotorClube.