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Matérias sobre Marcas e Modelos - Nissan
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Nissan desenvolve sistema para evitar mistura álcool e direção!
publicado em 14/08/2007

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A Nissan desenvolveu um carro-conceito que detecta se o motorista está alcoolizado, paralisa o veículo e emite alertas sonoros através do computador de bordo.

O sistema funciona da seguinte forma:

1
- Sensores instalados no banco do motorista e passageiro detectam níveis de álcool.

2 - Um sensor ultra-sensível instalado na alavanca do câmbio mede a transpiração da palma da mão do motorista.

3 - O sistema avalia se há excesso de álcool no corpo do motorista.

4 - Ao mesmo tempo é feita a monitoração da atenção do motorista, através de um método de escaneamento dos olhos.

5 - Também é considerado o comportamento do veículo, levando-se em conta que o motorista tenha um pequeno momento de distração e o veículo não siga em linha reta nesta fração de tempo.

6
- Confirmando o estado de embriaguez, o sistema paralisa o carro e emite um alerta sonoro pelo computador de bordo.
 
Esse carro-conceito foi desenvolvido sobre uma plataforma exploratória para apresentar as novidades tecnológicas que futuramente poderão ser aplicadas nos veículos da montadora. Ainda não há um prazo específico para o lançamento de algum modelo equipado, mas a Nissan pretende usar toda essa tecnologia para reduzir pela metade, até 2015, o número de vítimas em acidentes que envolvem seus veículos, em relação aos níveis de 1995.

Uma Reflexão muito séria sobre álcool e volante
Pesquisa recém-publicada pela Universidade de Brasília reafirma o já sabido. Nada menos que 44,8% das vítimas do trânsito em 2005 tinham mais álcool no organismo que o permitido pelo Código de Trânsito Brasileiro - 0,6 grama de álcool por litro de sangue do motorista. A fração equivale a duas latas de cerveja, ou três chopes, ou duas taças de vinho, ou duas doses de destilado.

Trocado em miúdos, o dado de 2005 significa que, de cada 10 pessoas que perderam a vida no asfalto, quatro haviam ultrapassado os limites legais. O ano citado, porém, não constitui nenhuma excepcionalidade. Desde 1995, 5.844 brasileiros morreram em decorrência de colisões, batidas ou atropelamentos. Dos cadáveres examinados, quase metade tinha desrespeitado a barreira fixada pelo CTB. As vítimas de capotagens ocupam o topo do ranking. Dos 84 mortos, 45 foram submetidos a exame. Deles, 57,8% tinham abusado de cachaça, cerveja ou uísque.

O que fazer?
Não é o caso de criar leis. As existentes são suficientes e consideradas das mais modernas do mundo. O abuso se deve, sobretudo, à certeza da impunidade. Motoristas, ciclistas, motociclistas e também pedestres abusam do álcool porque apostam nas falhas da fiscalização. Sabem que não correm risco de sofrerem punição ao desconhecerem as regras que protegem vidas humanas.

27% da vítimas e infratores são jovens solteiros
O perfil das vítimas e infratores é conhecido: 27% delas estão na faixa de 20 a 29 anos, a maioria homem e solteiro. Os acidentes se concentram nos fins de semana à noite ou de madrugada. Impõe-se intensificar as blitzes nos horários críticos e lugares mais freqüentados por jovens na faixa etária de risco. Não só. Devem-se promover campanhas de esclarecimento dirigidas ao público específico. De um lado, condutores. De outro, pedestres.

A vida é importante demais para ser deixada em mãos e pés de irresponsáveis. Condutores e pedestres precisam exercer o direito de ir e vir com a consciência de que não são donos de ruas e estradas. Dividem o espaço público com homens, mulheres e crianças. Ao poder público cabe muito mais do que fiscalizar e punir. É preciso recorrer ao poder pedagógico de campanhas públicas de prevenção e transformar a escola em canteiro para o plantio de nova consciência social.

Texto: Adaptado por Equipe MotorClube com base em divulgação da Nissan e matéria do Correio Brasiliense


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