Seu carro: entenda
como o freio
ABS pode
salvar sua
vida!
publicado em
20/04/2007
Preços de Notebook
Alguns dos
principais
fatores
causadores
de acidentes
nas estradas
e trechos
urbanos,
estão
diretamente
associados
às
derrapagens
e ao
travamento
das rodas em
frenagens de
emergência,
quando o
motorista
tenta evitar
uma colisão.
Quando
ocorre o
travamento
das rodas,
especialmente
das rodas
dianteiras,
o motorista
perde a
dirigibilidade
do veículo,
que segue em
linha reta
ainda que o
ele tente
desviar do
obstáculo ou
manter o
veículo em
curso.
Embora um
estudo de
comportamento
encomendado
pela Bosch,
fornecedora
de 65% dos
sistemas de
freio ABS
que equipam
a frota
brasileira,
revele que
apenas 11%
dos carros
nacionais
são
equipados
com o
Antiblock
Braking
System (ABS),
ou Sistema
Antibloqueio
de Frenagem,
em
português,
este é um
dos
equipamentos
mais comuns
na indústria
automobilística.
Na Europa,
onde o
sistema é
utilizado há
25 anos, ele
equipará
100% dos
veículos
produzidos à
partir de
2004. O
dispositivo,
que evita
que as rodas
travem numa
freada
brusca,
evoluiu
bastante e
está agora
mais rápido,
mais leve e,
portanto,
mais
eficiente.
O
objetivo
principal é
desviar dos
obstáculos e
reduzir o
espaço de
frenagem
A
principal
função do
dispositivo
é garantir
que o
automóvel
obedeça à
trajetória
determinada
pelo
motorista,
permitindo
que o
veículo
desvie de
eventuais
obstáculos e
reduza o
espaço de
frenagem.
Segundo
estudos
realizados
pela equipe
de
engenharia
da Bosch, um
veículo
médio
equipado com
ABS, a 80
quilômetros
por hora,
precisa de
um espaço
20% menor
para frear
até parar.
Ao evitar
que as rodas
travem
durante uma
freada
brusca, o
ABS melhora
a
performance
de segurança
do veículo,
ajudando a
prevenir
acidentes.
No ABS, cada
roda do
veículo é
equipada com
um sensor de
movimento.
Toda vez que
uma delas
ameaça
travar, os
sensores
detectam o
problema e
enviam a
informação
para um
processador
central
(igual ao de
um
computador).
Numa fração
de segundo,
o
processador
transmite
uma ordem
para o
sistema
hidráulico,
que
imediatamente
alivia a
pressão dos
freios das
rodas que
ameaçam
travar,
evitando que
o veículo se
desgoverne.
Além de
fazer
constantemente
sua
auto-diagnose,
o sistema
permite que
em caso de
pane total
do sistema
elétrico, as
funções do
freio
convencional
sejam
mantidas
inalteradas,
evitando
assim riscos
de perda dos
freios caso
o sistema
ABS não
esteja em
funcionamento.
Composição
básica do
ABS
Atuando
em conjunto
com freio
convencional,
o sistema é
basicamente
composto
por:
- processador;
- módulo hidráulico;
- sensores que fazem o monitoramento das rodas.
1)
Processador
O
processador
é
considerado
o "cérebro"
do sistema
ABS. Nele,
todas as
informações
transmitidas
pelos
sensores das
rodas são
lidas e
interpretadas.
Após receber
os dados, o
processador
envia um
comando para
o sistema
hidráulico
diminuir a
pressão
sobre os
freios das
rodas que
ameaçam
travar,
evitando
assim
diferenças
de
velocidade
entre estas
e as demais
e
conseqüentemente
mantendo o
veículo
sobre
controle.

2) Módulo
hidráulico
O módulo
hidráulico
tem a função
de realizar
o "serviço
pesado" do
ABS: é ele
que controla
a pressão
dos freios.
O sistema
entra em
operação
toda vez em
que os
sensores
detectam
risco de
travamento
de algumas
das rodas.
Para evitar
o bloqueio
e, ao mesmo
tempo
realizar uma
frenagem
eficiente, o
módulo
hidráulico
alivia a
pressão dos
freios,
devolvendo
fluído para
o cilindro
mestre. Esse
processo
causa a
pulsação que
é sentida
pelo
motorista no
pedal de
freio e pode
se repetir
numa
freqüência
de até 20
vezes por
segundo.

3)
Sensores de
velocidade
O
sistema ABS
é dotado de
quatro
sensores,
instalados
um em cada
roda. Todas
vezes que
uma delas
ameaça
travar, os
sensores
detectam o
risco e
repassam a
informação
para o
processador.
Os veículos
mais
modernos
dotados de
ABS possuem
um anel
magnético,
localizado
no cubo de
roda;
através
desse
dispositivo,
o sensor
consegue
fazer uma
leitura
precisa da
velocidade
com que a
roda está
girando e se
há risco de
travamento
durante uma
frenagem.

Consolidação
do ABS
A
consolidação
do ABS deu
origem a
outros
sistemas
como o
Controle de
Tração (ASR
ou TC) que
tem como
princípio
monitorar as
rodas do
veículo e
evitar que
as elas
girem em
falso
durante uma
arrancada,
especialmente
em piso
escorregadio,
e ao
Programa
Eletrônico
de
Estabilidade
(ESP), cuja
função é
monitorar a
trajetória e
inclinação
do veículo
em relação à
direção
imposta pelo
motorista ao
volante e
atuar no
sistema de
freio ou no
torque do
motor - sem
a
interferência
do motorista
- para
garantir que
o veículo
siga a
trajetória
desejada,
mantendo
assim a sua
estabilidade.
fonte: Bosch