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Drifting: um
esporte que
nasceu nas
curvas das
pistas!
publicado em
13/06/2007
Muito
curioso a
forma como
algumas
coisas são
descobertas
ou criadas.
O drift ou
drifting é
uma delas.
Foi meio que
“sem
querer”. Um
piloto
japonês,
Keiichi
Tsuchiya, na
década de 70
corria nas
“All Japan
Touring Car
Championship
races”
quando
começou a
tirar
vantagem
daquilo que
parecia ser
“um atraso
de vida”
para carros
e pilotos.
Baixe
papel de
parede de
Drifting:
800x600
1024x768
1280x1024
Tirando
vantagem nas
curvas
O que
seria o
“atraso”?
Todo mundo
sabe que são
as curvas e
até aí tudo
bem. Numa
corrida
convencional,
alta
velocidade
em curvas é
sinônimo de
perigo, por
isso essa é
a hora de
diminuir a
rotação das
rodas e
atrasar mais
o carro. O
pior de tudo
é fazer isso
sem derrapar
os pneus
evitando
mais
atrasos. Se
o piloto
entender bem
essas regras
da física e
sair da
curva o mais
rápido
possível,
ele terá
grande
chance de
vencer a
corrida.
Mas o que
dizer de um
piloto que
quebrou esse tabu e
ainda criou
um esporte
tão
eletrizante?
Foi
exatamente o
que Keiichi
Tsuchiya fez
quando, ao
invés de
evitar a
derrapagem
nas curvas,
as
intensificou
tirando vantagem.
Sua
técnica
ficou tão
apurada que
começou a
chamar a
atenção e
virou
esporte. Daí
nasceu a
“derrapagem
ou deslize”,
tradução do
nome Drift.
O
Drifting
hoje
Atualmente,
mais do que
derrapar nas
curvas
escapando a
traseira, o
Drift
consiste em
muitas
técnicas
para fazer
manobras
radicais com
o carro. Não
é um esporte
para
qualquer
piloto, mas
para aqueles
que
realmente
são hábeis
com o
volante e
pedais. O
esporte é
muito
difundido no
país de
origem,
Japão,
Europa e nos
EUA, com
grandes
campeonatos.
Aqui no
Brasil ainda
é pouco
conhecido.
Para aqueles
que levam a
sério
Drifting, o
carro deve
ter sua
mecânica
específica
para
agüentar as
exigências
das manobras
e da
segurança do
piloto. Para
acumular
pontos numa
competição é
avaliado
principalmente:
1
-
Velocidade
de entrada
na curva;
2
-
Inclinação
do carro em
relação à
pista;
3
- Tempo
em que o
carro “anda”
de lado;
4
-
Realização
de
derrapagem
nas curvas
sequencialmente;
5
- E a
quantidade
de fumaça
que sai dos
pneus.
Carro
para Drift:
Quanto mais o
pneu for
duro e
menos
aderente ao
solo,
melhor. Para
isso
coloca-se um
modelo mais
largo e de
borrracha
mais dura, e
ainda
aplica-se
uma
calibragem
mais alta do
que a
normal.
Somente
carros com
tração
traseira e
motor
dianteiro
podem fazer
Drifting de
verdade.
A suspensão
é rebaixada
e as molas
são trocadas
por outras
mais
rígidas. As
engrenagens
da
transmissão
por serem
muito
forçadas na
troca de
marcha
constante,
devem ser de
dentes retos
e forjados,
em vez de
helicoidais
como
geralmente
vem nos
carros.
Câmbio
seqüencial
ajuda mais
na hora do
engate.
Um
componente
da
transmissão
do carro,
chamado de
diferencial,
permite que
as rodas de
um mesmo
eixo girem
em
velocidades
diferentes
quando o
carro faz
uma curva.
Num carro
para Drift,
esse
componente é
praticamente
desativado.
Isso porque
as rodas
traseiras
devem girar
e derrapar
sempre ao
mesmo tempo
e evitar
quebra na
torção.
Quanto mais
potência o
carro tiver,
melhor para
deslizar no
solo e fazer
as manobras.
O freio de
mão tem que
estar em
dia, pois o
nível de
derrapagem é
controlado
por ele.
O filme
"Velozes e
Furiosos 3:
Tóquio
Drift"
mostra a
adrenalina
desse
esporte. Mas
vale
salientar
que Drift de
rua é
proibido por
lei e que no
filme
algumas
manobras são
totalmente
obra da
computação
gráfica...
Por Equipe
MotorClube
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