Conheça as
verdades e
mentiras
sobre o
carro
publicado em
20/12/2006
Assim como a
criança que
brinca com
fogo não faz
xixi na
cama, nem
apontar uma
estrela faz
nascer
verruga no
dedo,
algumas
“proibições”
são
respeitadas
e levadas ao
pé da letra
pelo
motorista
sem que ele
sequer saiba
que elas
simplesmente
não existem.
Desde que o
automóvel
passou a
transportar
o homem de
um lado para
o outro,
opiniões e
conselhos
isolados – a
maioria
deles, com
certeza,
partindo de
quem nada ou
pouco
entende de
mecânica –
transformaram-se
em
verdadeiros
tabus que
ganharam
legiões de
seguidores.
Assim,
enquanto
muitos
continuam
convictos de
coisas
absurdas, na
outra ponta
da corda
acontece
exatamente o
oposto: uma
pá de
recomendações
importantes,
válidas não
apenas para
garantir a
manutenção
do veículo
mas,
principalmente,
para
proporcionar
maior
segurança ao
motorista, é
ignorada.
Explicar o
que ocorre
nas duas
pontas da
corda é
difícil. O
primeiro
caso está
mais para
“crenças
errôneas
estimuladas
por um
comportamento
que começou
errado”; o
segundo pode
ter como
diagnóstico
mais
plausível a
“falta de
interesse
por
conhecimentos
técnicos”.
Seja como
for, fica a
dúvida: será
que algumas
verdades,
ainda um
tanto
escondidas,
ou algumas
mentiras,
bastante
propaladas,
podem
surpreender
você?
Confira.
1 -
As portas de
um automóvel
em movimento
devem estar
travadas...
Mentira.
Além de
não ser
obrigatório,
também não
aumenta a
segurança
como muitos
acreditam.
Até porque
não se trava
nada, mas
sim isola-se
o sistema de
acionamento
dos trincos.
Para travar
seria
necessário
um pino
entrando na
coluna da
porta, ou
algo
parecido com
uma tramela,
o que não
existe. E
mais: em um
acidente, a
porta
travada
dificulta o
socorro às
vítimas
porque
impede sua
abertura por
fora.
Não é por
outra razão
que alguns
modelos – O
omega, por
exemplo –
possuem um
dispositivo
que destrava
as portas em
caso de
colisão. Mas
existe uma
ressalva a
ser feita:
diante da
violência
urbana,
recomenda-se
trafegar com
as portas
travadas na
cidade para
minimizar o
risco de ser
assaltado no
semáforo.
2 -
Quando o
pára-brisa é
atingido por
uma pedra
deve-se
colocar a
mão sobre
ele para
impedir sua
quebra...
Mentira.
Nem a
mão, nem os
dedos e nem
mesmo um
calço entre
o vidro e o
retrovisor
irão surtir
efeito
positivo
neste caso.
O vidro tem
inúmeros
pequenos
pontos
fracos e
quando
atingido
nestes
pontos
quebra
mesmo. É por
isso que as
vezes o
pára-brisa
recebe o
impacto
forte de um
objeto
pesado e
nada
acontece e,
em outras
situações,
estilhaça
com uma
simples
pedrinha.
Quando há
pedriscos na
pista, o
melhor
conselho é
diminuir a
velocidade e
manter boa
distância
das rodas
traseiras de
caminhões.
3 -
Pode-se
andar a
qualquer
velocidade
desde que se
respeite o
limite da
velocidade
máxima...
Mentira.
Em
estradas,
pistas
expressas,
avenidas e
ruas existe
uma
velocidade
mínima a ser
respeitada:
ela é
exatamente a
metade da
velocidade
máxima
permitida no
local e, no
caso de vias
de duas ou
mais pistas
o motorista
deve
manter-se
sempre na
faixa da
direita.
Acelerar ou
não, eis a
questão?!?!?
4 -
É necessário
dar algumas
aceleradas
no motor
antes de
desligá-lo
para evitar
seu
superaquecimento...
Mentira.
Os
motores são
fabricados
com ligas
metálicas
que suportam
com folga os
graus a mais
de
temperatura
nestas
condições.
Muitos podem
achar
estranho,
mas é normal
a ventoinha
entrar em
funcionamento
para fazer a
ventilação
forçada por
algum tempo
depois que o
motor é
desligado.
Nenhum
mistério,
muito menos
defeito
nisso!
5 -
Antes de
sair com o
carro é
necessário
esquentar o
motor por
alguns
minutos...
Outra
mentira.
Desde
que não se
exija muito
dele, nada
impede de
rodar com o
carro frio.
Os
componentes
lubrificados
atingem
condições
ideais na
medida em
que o
veículo é
colocado em
movimento.
Assim, não
há porque
esquentar o
motor se o
câmbio,
suspensão,
pneus e
outros
componentes
estão frios.
Mas
lembre-se: o
que não se
pode fazer é
dar
arrancadas
com o carro
frio porque
o óleo,
ainda
grosso, não
fará a
lubrificação
correta do
motor.
6 -
Farol alto,
rádio e
buzina não
gastam
combustível...
Mentira.
Todo e
qualquer
equipamento
elétrico
consome
potência do
motor e, por
conseqüência,
combustível.
Claro que em
doses
mínimas, mas
o consumo
aumenta.
Acompanhe o
raciocínio:
quando se
liga um
componente
elétrico, a
bateria pede
mais energia
para o
alternador,
que por sua
vez exige
mais força
do motor
para girar,
o qual
despende,
para isso,
mais
potência.
Para
veículos com
ar-condicionado
a conversa é
diferente. O
“roubo” de
potência é
bem maior e
o consumo de
combustível
idem.
7 -
Na cidade
não é
necessário
andar com
farol alto
ou baixo
ligado,
basta usar
apenas as
lanternas...
Mentira.
O farol
baixo à
noite é
obrigatório
em qualquer
via pública,
estrada ou
cidade.
Lanterna não
ilumina
nada, só
permite que
o veículo
seja visto
em certas
ocasiões,
como ao
estacionar
por alguns
minutos
junto à
guia, à
noite. Na
passagem de
um túnel ou
em situações
de chuva, de
dia, deve-se
ligar o
farol baixo.
Mesmo que
alguém
reclame,
você tem
razão ao
andar com o
farol baixo
ligado, à
noite. Mas
preste
atenção:
faróis de
milha são
proibidos na
cidade.
Este
artigo é um
oferecimento
do
Centro de
Treinamento
da Mecânica Online:
