Brasileiro gosta mesmo de andar em “carroça”?
publicado em 01/05/2009


Há vinte anos, o então presidente Fernando Collor se referiu a indústria nacional como produtores de “carroças”. Os carros nacionais eram produzidos com a utilização de técnicas ultrapassadas em relação ao mercado internacional.

Carro popular "carroça"
Após a chegada dos importados e com a expansão do mercado, a indústria tem se modernizado, porém encontramos modelos “de entrada” que estão ainda na definição de Collor ou muito próximo disso. São modelos que oferecem pouca tecnologia, quase nenhuma segurança e acabamento pobre.

Consumidor, quando pode, foge do modelo de entrada
Segundo uma análise feita pelo Departamento Econômico da Fenabrave os consumidores estão aproveitando a redução do IPI para comprar sedans pequenos e grandes ao invés de “carros de entrada”.

A análise comparou as primeiras quinzenas de março e abril, e verificou que a comercialização de automóveis em todas as categorias cresceu quase 1,9%. Segundo o primeiro gráfico, as vendas:
- da Volkswagen registrou uma queda de 4,5%;
- da Fiat teve crescimento de 5,6%;
- da General Motors e Ford cresceram quase 2%;
- da Honda teve o maior percentual que chegou a 35,9%.



Verifica-se no segundo gráfico, que as vendas dos "carros de entrada" diminuíram e a saída de sedans (pequenos e grandes) e também de monovolumes aumentou.

Brasileiro quer carro maior e mais confortável
Este estudo prova que se a política de preços de automóveis no Brasil não sofresse com os altos encargos governamentais o brasileiro aproveitaria a oportunidade para ter um carro maior e mais confortável.

Ouvimos muitas pessoas dizerem que carro no Brasil é ruim e caro porque o brasileiro não reclama de nada e gosta de andar de “carroça”. Mas, será que isso é verdade? Qual a sua opinião?

Fonte: Fenabrave
Texto: Equipe MotorClube

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